Fotos digitais

Alguns ouvintes do programa de rádio me pediram para voltar a falar sobre câmeras digitais. Por conta disso resolvi fazer um post mais geral sobre fotos digitais para leigos. Didaticamente eu dividi o tema da seguinte forma:

Comprando a câmera

Para usuários comuns como nós, que tiramos fotos da família, de viagens e festas, uma máquina com uma resolução acima de 4 ou 5 “mega pixels” já é mais que suficiente para revelarmos fotografias no formato mais comum (10 x 15).

Verifique o tipo de cartão de memória que a câmera usa. Os formatos proprietários costumam ser mais caros e isso pode gerar custos extras quando você for precisar comprar mais memória.  Para a resolução padrão um cartão de 1 ou 2 gigas é mais que suficiente. Lembre-se que vamos revelar nos formatos normais.

Outra característica importante é o tipo de bateria da máquina. Existem opções de baterias proprietárias, que têm cargas que duram mais, mas têm custo maior de reposição, e as que usam baterias recarregáveis do tipo “AA”. Essas últimas são mais práticas pois aceitam qualquer tipo de bateria e até mesmo pilhas (as que não são recarregáveis).

Qualquer modelo hoje em dia tem capacidade gravar vídeo (mesmo que de qualidade baixa, principalmente na parte de som), e você pode utilizar um vídeo ou outro em uma composição com fotos. Veja se a máquina tem uma conexão para a TV. Isso é legal para mostrar fotos para os amigos e parentes quando um computador não está disponível (tipo casa dos avós).

Organizando o acervo

Transfira frequentemente as fotos do cartão de memória para o seu computador e daí para CDs ou DVDs. Sempre tenha backups de suas fotos, pois o cartão pode ser perdido, a câmera pode ser roubada e o computador pode ter um “pau geral”. Eu recomendo o PICASA para organizar todas as suas fotos. Ele vasculha seu HD e deixa tudo em ordem. Além de ter recursos básicos para correção e compartilhamento.

Com os preços dos multi-funcionais despencando ficou mais fácil ter um scanner em casa. Com ele você pode pegar aquelas suas fotos antigas, escaneá-las, editá-las e revelá-las em tamanhos maiores e utilizá-las em montagens com fotos mais recentes.

Corrigindo e editando

Muita gente ainda usa fotos digitais como usava as velhas câmeras com filme. Batem as fotos, no máximo cortam algumas piores e levam para revelar diretamente do cartão. Um desperdício de recursos. Se você quer algo mais avançado que os recursos do Picasa, use o GIMP para dar um aspecto profissional nas suas fotos. Um tutorial legal que eu descobri há algum tempo está disponível aqui. Com ele você pode buscar o melhor enquadramento mesmo depois da foto já tirada. Além de corrigir brilho, contraste, cores, tamano, etc.

Compartilhando (além de revelar)

O formato digital permite um compartilhamento de fotos muito diferente do simples revelar que estávamos acostumados. Você pode facilmente criar um CD ou DVD para dar de presente para familiares e amigos. Hoje em dia qualquer aparelho de DVD consegue passar para a TV as imagens e vídeos de sua câmera. Experimente as funções básicas do Picasa. Até o Powerpoint que todom mundo usa no trabalho tem funções especiais para lidar com fotos e criar álbuns bem elaborados. Pode apostar que seus pais e avós vão adorar receber um presente desses. E eles vão custar quase nada.

Além de criar apresentações de slides e vídeos para gravar em CD ou DVD você também pode publicá-los em sites como o YouTube e o próprio site do Picasa. Se for revelar, espere acumular uma grande quantidade de fotos (selecionadas, editadas, retocadas e copiadas no backup) pois as empresas de revelação dão descontos legais para grandes quantidades.

Outro presente legal, e que está cada vez mais barato, é um porta-retrato-digital. Você precisa recortar as fotos  para que elas encaixem no formato correto, mas com as grandes resoluções das máquinas atuais isso é fácil.

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